
Eu quero te roubar prá mim
Eu que não sei pedir nada
Meu caminho é meio perdido
Mas que perder seja o melhor destino
Agora não vou mais mudar
Minha procura por si só
Já era o que eu queria achar
Quando você chama meu nome
Eu que também não sei aonde estou
Prá mim que tudo era saudade
Agora seja lá o que for
Eu só quero saber em qual rua minha vida
vai encostar na tua
E saiba que forte eu sei chegar
Mesmo se eu perder o rumo
E saiba que forte eu sei chegar
Se for preciso eu sumo
Eu só quero saber em qual rua minha vida
vai encostar na tua
Eu quero te roubar prá mim...

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Vida: A longa Jornada Conduz ao "Agora"
Há infinitas maneiras de ver a vida. Uma delas inclui uma compreensão transcedente ao tempo e ao espaço. Então surge uma nova dimensão, na qual o leitor pode surpreender-se insanamente feliz ainda que nada tenha realmente mudado, a não ser a capacidade de entendimento e o "modo de ver"...
"Quando ou era menino, ganhei um caleidoscópio de presente. Eu brincava horas a fio olhando as inúmeras paisagens que surgiam a cada movimento, a cada mínimo giro que dava ao meu brinquedo. Talvez o que mais me fascinasse ali é que eu jamais conseguia repetir a mesma paisagem por mais que o tempo passasse ou por mais movimentos que eu fizesse. Eu não podia "voltar", e seguir "adiante" também era algo sempre inédito e surpreendente. Um caleidoscópio era um fabuloso mistério para mim até que, movido pela curiosidade, eu o desmontei completamente. Ao invés de uma resposta às minhas perguntas, o "espírito do caleidoscópio" me mostrou só um conjunto de espelhos e cacos de vidro. Foi como se eu tivesse entrado no coração da cartola de um grande mágico, mas lá houvesse apenas meus próprios olhos a me fitar num espelho...
Hoje eu não sou mais um menino, porém de certa maneira, o espírito do caleidoscópio nunca mais me abandonou. A Vida tem sido um caleidoscópio maravilhoso...e eu gostaria muito de poder partilhar com as pessoas algumas das paisagens que tenho podido vislumbrar, ainda que todo o mistério continue."
VIDA: A longa jornada conduz ao "agora" (Enio Burgos)
Revista Bodigaya Nº 05
Música: Todo dia era dia de índio / Jorge Benjor
Curumim chama cunhãtã que eu vou contar
Curumim chama cunhãtã que eu vou contar
Todo dia era dia de índio
Todo dia era dia de índio
Curumim, cunhãtã
Cunhãtã, curumim...
Antes que o homem aqui chegasse
As terras brasileiras
Eram habitadas e amadas
Por mais de três milhões de índios
Proprietários felizes
Da terra brasilis
Pois
Todo dia era dia de índio
Todo dia era dia de índio
Mas agora eles só têm o dia 19 de abril
Mas agora eles só têm o dia 19 de abril
Amantes da natureza
Eles são incapazes, com certeza
De maltratar uma fêmea
Ou de poluir o rio e o mar
Preservando o equilíbrio ecológico
Da terra, fauna e flora
Pois em sua glória o índio
Era o exemplo puro e perfeito
Próximo da harmonia, da fraternidade, da alegria
Da alegria de viver
Da alegria de viver
E no entanto hoje o seu canto triste
É o lamento de uma raça que já foi muito feliz
Pois antigamente
Todo dia era dia de índio
Todo dia era dia de índio...
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