A Felicidade ....Vinicius de Moraes e Tom Jobim

...A felicidade é como gota de orvalho
Numa pétala de flor
Brilha tranqüila
Depois de leve oscila
E cai como uma lágrima de amor...

Procura-se um amigo....

 

Não precisa ser homem, basta ser humano, basta ter sentimentos, basta ter coração. Precisa saber falar e calar, sobretudo saber ouvir. Tem que gostar de poesia, de madrugada, de pássaro, de sol, da lua, do canto, dos ventos e das canções da brisa. Dever ter amor, um grande amor por alguém, ou então sentir falta de não ter esse amor... Deve amar o próximo e respeitar a dor que os passantes levam consigo. Deve guardar segredo sem se sacrificar.

Não é preciso que seja de primeira mão, nem é imprescindível que seja de segunda mão. Pode já ter sido enganado, pois todos os amigos são enganados. Não é preciso que seja puro, nem que seja impuro, mas não deve ser vulgar. Deve ter um ideal e medo de perdê-lo e, no caso de assim não ser, deve sentir o grande vácuo que isso deixa. Tem que ter ressonâncias humanas, seu principal objetivo dever ser o de amigo. Deve sentir pena das pessoas tristes e compreender o imenso vazio dos solitários. Deve gostar de crianças e lastimar as que não puderam nascer.

Procura-se um amigo para gostar dos mesmos gostos, que se comova, quando chamado de amigo. Que saiba conversar de coisas simples, de orvalhos, de grandes chuvas, das recordações de infância. Precisa-se de um amigo para não se enlouquecer, para contar o que se viu de belo e triste durante o dia, dos anseios e das realizações, dos sonhos e da realidade. deve gostar de ruas desertas, de poças de água e de caminhos molhados, de beira de estrada, de mato depois da chuva, de se deitar no capim.

Precisa-se de um amigo que diga que vale a pena viver, não porque a vida é bela, mas porque já se tem um amigo. Precisa-se de um amigo para se parar de chorar. Para não se viver debruçado no passado em busca de memórias perdidas. Que nos bata nos ombros sorrindo ou chorando, mas que nos chame de amigo, para ter-se a consciência de que ainda se vive.

Vinicius de Moraes

Calor que invade, arde, queima, encoraja!

CERTAS CANÇÕES

Certas canções que ouço
Cabem tão dentro de mim
Que perguntar carece
Como não fui eu que fiz?
Certa emoção me alcança
Corta-me a alma sem dor
Certas canções me chegam
Como se fosse o amor.
Contos da água e do fogo
Cacos de vida no chão
Cartas do sonho do povo
E o coração pro cantor
Vida e mais vida ou ferida
Chuva, outono ou mar
Carvão e giz, abrigo
Gosto molhado no olhar.
Calor que invade, arde, queima, encoraja
Amor que invade, arde, carece de cantar.

Composição: Tunai e Milton Nascimento

Dos medos...nascem as coragens!

Tem momentos em que a gente torce para o dia acabar,simplemente ...

Para que com a chegada do amanhã as energias se renovem...

Para nos dar coragem pra seguir...

Talvez, tudo seja tempestade em copo d'água e amanhã tudo encontre seu rumo...simplesmente.

dos medos nascem as coragens
e das dúvidas as certezas.

os sonhos anunciam outra realidade possível
e os delírios, outra razão.

afinal de contas,
somos o que fazemos para mudar o que somos. (Eduardo Galeano)


...certos textos que leio
cabem tão dentro de mim
que perguntar carece
como não fui eu quem fiz... (Parodiando Tunai e Milton)

A persistência da memória - Salvador Dali
A persistência da memória
Amar.... Carlos Drummond de Andrade

  
Que pode uma criatura senão,
entre criaturas, amar ?
amar e esquecer,
amar e malamar,
amar, desamar, amar ?
sempre, e até de olhos vidrados amar ?

Que pode, pergunto, o ser amoroso,
sozinho, em rotação universal, senão
rodar também, e amar ?
amar o que o mar traz à praia, 
o que ele sepulta, e o que, na brisa marinha,
é sal, ou precisão de amor, ou simples ânsia ?

Amar solenemente as palmas do deserto,
o que é entrega ou adoração expectante,
e amar o inóspito, o cru,
um vaso sem flor, um chão de ferro,
e o peito inerte, e a rua vista em sonho, e uma ave
de rapina.

Este o nosso destino: amor sem conta,
distribuído pelas coisas pérfidas ou nulas,
doação ilimitada a uma completa ingratidão,
e na concha vazia do amor a procura medrosa,
paciente, de mais e mais amor.

Amar a nossa falta mesma de amor, e na secura nossa
amar a água implícita, e o beijo tácito, e a sede infinita. 
 
        

IS IT OKAY IF I CALL YOU MINE ?( Está tudo bem se eu te chamar minha ? )

PAUL MC CRANE - 1980 - Tema do Filme FAME (Fama)

IS IT OKAY IF I CALL YOU MINE ?

Está tudo bem se eu te chamar minha ?

JUST FOR A TIME

Só por algum tempo

AND I WILL BE JUST FINE

E eu estarei bem

IF I KNOW THAT YOU KNOW THAT I'M

Se souber, que você sabe que eu

WANTING, NEEDING YOUR LOVE

Estou querendo, precisando do seu amor

IF I ASK OF YOU, IS IT ALL RIGHT ?

Se eu te pedir, está tudo bem ?

IF I ASK YOU TO HOLD ME TIGHT

Se eu te pedir, para me abraçar forte ?

TROUGH A COLD DARK NIGHT

Através da fria e escura noite

CAUSE THERE MAY BE A CLOUDY DAY INSIDE

Pois talvez haja, um dia nublado, aqui dentro

AND I NEED TO LET YOU KNOW THAT I MIGHT

E preciso fazê-la saber, que eu estarei

BE NEEDING YOUR LOVE

Precisando do seu amor

AND WHAT I'M TRYING TO SAY ISN'T REALLY NEW

E o que estou tentando dizer, não é realmente novo

IT'S JUST THE THINGS THAT HAPPEN TO ME WHEN I REMINDED OF YOU

É apenas o que se passa comigo, quando lembro-me de você

LIKE WHEN I HEAR YOUR NAME OR SEE THE PLACE THAT YOU'VE BEEN

Como quando ouço seu nome, ou vejo lugares que você foi

OR SEE A PICTURE OF YOUR GRIN

Ou vejo um retrato de seu sorriso

OR PASS A HOUSE THAT YOU'VE IN ONE TIME OR ANOTHER

Ou passo na casa que você esteve, uma vez ou outra

IT SETS OFF SOMETHING IN ME I CAN'T EXPLAIN

Isso causa algo em mim, que não sei explicar

AND I CAN'T WAIT TO SEE YOU AGAIN

E mal posso esperar, para vê-la de novo

OH BABY I LOVE YOUR LOVE

Querida, eu amo o seu amor

AND WHAT I'M TRYING TO SAY ISN'T REALLY NEW

E o que estou tentando dizer, não é realmente novo

IT'S JUST THE THINGS THAT HAPPEN TO ME WHEN I REMINDED OF YOU

É apenas o que se passa comigo, quando lembro-me de você

 

Se todas as coisas fossem mães...
 
Se a lua fosse mãe, seria mãe das estrelas.
O céu seria sua casa, casa das estrelas belas.
Se a sereia fosse mãe, seria mãe dos peixinhos.
O mar seria um jardim e os barcos seus carrinho
Se a casa fosse mãe, seria a mãe das janelas.
Conversaria com a lua sobre as crianças estrelas
Falaria de receitas, pastéis de evento, quindins.
Emprestaria a cozinha pra lua fazer pudins !!!!
Se a terra fosse mãe, seria a mãe das sementes.
Pois mãe é tudo que abraça, acha graça e ama a gente
Se uma fada fosse mãe, seria a mãe da alegria.
Toda mãe é um pouco fada...
Nossa mãe fada seria.
Se a bruxa fosse mãe, seria uma mãe gozada;
Seria a mãe das vassouras, da família vassourada.
Se a chaleira fosse mãe, seria a mãe da água fervida,
Faria chá e remédio para as doenças da vid
Se a mesa fosse mãe, as filhas, sendo cadeiras,
Sentariam comportadas, teriam boas maneiras.
Cada mãe é diferente. Mãe verdadeira ou postiça,
Mãe vovó ou mãe titia, Maria, Filó, Francisca,
Gertrudes, Malvina, Alice.
Toda Mãe é como eu disse!
Dona Mamãe ralha e beija, erra, acerta,
arruma a mesa, cozinha, escreve, trabalha fora,
Ri, esquece, lembra e chora,
Traz remédio e sobremesa...
... Tem até pai que é "tipo mãe"...
Esse, então, é uma beleza !!!!
Assim é a minha mãe !!!!!!!!!!!!!!!!!!



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